sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Dança dos Vampiros (The Fearless Vampire Killers, 1967)


Direção: Roman Polanski
Roteiro: Gérard Brach e Roman Polanski
Elenco:Jack MacGowran , Roman Polanski , Alfie Bass , Jessie Robins , Sharon Tate

O filme se passa na Transilvânia, onde o professor Abronsius (Jack MacGowran, um dos personagens mais hilários que já vi), um tresloucado a procura de vampiros e seu medroso assistente, Alfred (o próprio Polanski, em uma ótima interpretação) chegam a um pequeno vilarejo congelado pela incessante neve que cai e se hospedam em um tipo de taberna, chegando lá descobrem algumas pistas que já dão a entender que pelas redondezas há os tais seres que eles tanto procuram! Logo de cara somos apresentados aos (poucos) personagens que farão parte da história, como Yoineh Shagal (Alfie Bass), o proprietário do local; Sarah (Sharon Tate, futura esposa do Polanski), filha de Yoineh e o Conde Von Krolock (Ferdy Maine). Alfred acaba se apaixonando por Sarah, até que ela é raptada pelo Conde que a leva para o seu castelo e é a partir disso que o filme entra em uma nova etapa, a caçada à Sarah, e o mais engraçado são as situações absurdas que eles se metem para procura-la no imenso castelo!
No filme há ainda os personagens totalmente caricatos, como o mordomo do castelo, um homem horroroso, corcunda, de andar estranho e Herbert, o filho do Conde, um vampiro homossexual, totalmente estereotipado que de toda lei tenta conquistar Alfred, uma das cenas mais engraçada é do próprio Alfred tentando fugir das investidas de Herbert, cena hilária!


A cada cena o filme se destaca e com muito bom humor, ora sarcástico, ironiza os filmes de vampiros habituais, tanto que em uma cena Yoineh quando é atacado por um um vampiro e vira um deles não se afugente de um cruxifixo por ser judeu!
Embora seja abertamente uma comédia e uma grande homenagem aos filmes de vampiros da época, principalmente os famosos filmes da produtora Hammer, o Dança dos Vampiros tem seus inspirados momentos de suspense.
Roman Polanski surpreendeu a todos, pois esse filme foi o primeiro nos Estados Unidos e se trata justamente de uma comédia, sendo que seu filme anterior foi o polêmico Repulsa ao Sexo. Outro adendo importante foi o fato do diretor se casar com a atriz principal, Sharon Tate, após o fim das filmagens. Obs.: impressioante como ela era bonita!
Ótimo filme de um dos melhores diretos existentes.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brinquedo Assassino (Child's Play, 1988)


Direção: Tom Holland
Roteiro: Don Mancini, John Lafia e Tom Holland
Elenco: Catherine Hicks, Chris Sarandon, Alex Vincent, Brad Dourif, Dinah Manoff, Tommy Swerdlow, Jack Colvin, Neil Giuntoli, Juan Ramírez, Alan Wilder, Raymond Oliver.

Brinquedo Assassino é um filme muito querido para nós aqui do blog, desde pequenos a gente pedia para nossa mãe alugar, enquanto as crianças de nossa idade viam Os Trapalhões, Xuxa contra não sei quem e outros (obs.: filmes até muito dignos, mas nunca fizeram nossa cabeça...) a gente via Chucky, dentre outros filmes de terror.
Há um bom tempo que eu não revia esse, até que decidi comprovar meu amor por esse filme. Amor é uma coisa que dura, bonita de se ver...rs
A história todos conhecem: um assassino/estrangulador (Brad Dourif, o Língua de Cobra de O Senhor dos Anéis) está cercado pelo Detetive Mike Norris (Chris Sarandon) em uma loja de brinquedos, como ele sabe da sua iminente morte, passa seu espírito para um boneco Good Guy e acaba morrendo logo em seguida. Esse boneco amaldiçoado acaba parando nas mãos de Karen Barclay (Catherine Hicks), que fica toda feliz em satisfazer a vontade do filho, Andy Barclay (Alex Vincent), de ter um boneco Good Guy.
As coisas estão indo bem (na medidad do possível) até que Chucky descobre que só pode voltar a ser humano possuindo o corpo da primeira pessoa que ele olhou quando acordou na maldição, ou seja, Andy. Á patir daí o filme se foca na tentativa de Chucky passar seu espírito para Andy.


O filme é por vezes amador, até porque estamos falando de um trash da década de 80, a história é inovadora, as atuações são exageradas, as ações dos personagens são absurdas, isso tudo foi um ingrediente perfeito para a criação de um dos maiores mitos do cinema de terror. Com certeza, essa foto ai em cima tirou o sono de muita gente, tanto crianças quanto adultos.
O filme teve 4 continuações: Brinquedo Assassino 2 - tão bom quanto o primeiro, até mais bem produzido; Brinquedo Assassino 3 - bom também, mas um pouco inferior; A noiva de Chucky - comédia, literalmente, todo o lado de horror vira uma grande comédia pastelão e O filho de Chucky - horrível, deprimente, vergonhoso.
Fala-se em um possível remake para esse ano ou ano que vem, coisa já esperada, já que todos os filmes de terror antigos estão passando por isso. Que façam algo digno pelo menos, coisa que não vem acontecendo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fargo (Fargo, 1996)

Direção: Joel Coen e Ethan Coen
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen
Elenco: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Busceme e Peter Stormare


Jerry (William H. Macy, sensacional) é um cara que se acha esperto demais, mas vive com problemas financeiros, trabalha na consecionária de carros do sogro e esta sempre a procura de conseguir uma bolada, até mesmo tenta um financiamento com o sogro para construir um estacionamento que segundo ele é um bom investimento. Até que ele acaba bolando um plano de sequestro para a própria esposa com dois outros bandidos, e o resgate seria pago pelo sogro, um homem muito rico, sendo que Jerry ficaria com a metade da grana e os bandidos com a outra metade. Estava tudo armado e ninguém sairia ferido, um plano simples, sem derramamento de sangue, mas sabendo que se trata de um filme dos irmãos Coen, nada sairá como planejado!

Entra em cena então a chefe de polícia Marge (Frances McDormand, em uma interpretação que lhe rendeu um Oscar e um premio no Independent Spirit Awards, ambos de melhor atriz), grávida, que tem uma vida das mais monótonas possíveis ao lado de seu marido, o único divertimento do casal parece ser comer, coisa que eles passam o filme quase inteiro fazendo! Ela passa a investigar o caso, já que os bandidos matam tres pessoas em sua cidade, a pequena Brainerd, no meio oeste americano. Marge acaba chegando a Jerry por intermédio de suas investigações, mas não se convence com a frieza com que ele diz não estar envolvido no caso.
Obviamente o plano da errado e o saldo final é de muitas mortes, algumas em cenas surpreendentes, algo como a dupla de diretores/roteiristas tratou em "Queime depois de ler" alguns anos depois, um plano a princípio simples e sem erros se torna algo impensável e absurdo. No decorrer do filme acabamos sentindo um certo apreço pelo personagem do William H. Macy, talvez pela cara inofensiva do ator, que aliás merece mais papéis de destaque em Hollywood.

O roteiro é genial e mostra com muita sinceridade, sem falsos moralismos, que o ser humano é capaz de tomar as atitudes mais absurdas do mundo para salvar a sua pele e se estiver em jogo uma grande quantidade de dinheiro a situação muda completamente. Não vi muitos filmes dos irmãos Coen, mas esse é sem dúvida o que mais gostei, uma combinação de suspense, humor negro e ácido, drama e ótimas atuações!
Com certeza um dos melhores filmes da década de 90!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

A malvada (All about Eve, 1950)


Direção: Joseph L. Mankiewicz
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz
Elenco: Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe, Gregory Ratoff, Barbara Bates, Marilyn Monroe, Thelma Ritter.


All about Eve tem um dos piores títulos nacionais que se tem notícia, uma grande injustiça para um dos melhores filmes de que se tem notícia. Olhando o cartaz ao lado e sabendo da fama de má que Bette Davis possuia, se entende que a malvada do título seja ela, um grande equívoco de quem nunca viu essa pérola, a malvada aqui é justamente Eve (Anne Baxter).
Eve Harrington é uma garota pobre, fã número 1 de uma das maiores estrelas da Broadway, Margo Channing (Bette Davis). Ela acompanha a carreira de Margo de perto todos os dias, até que um dia ela é apresentada à seu ídolo por Karen Richards (Celeste Holm) e consegue encantar a todos com seu charme juvenil e sua triste história. Aos poucos ela vai ganhando a confiança de todos e consegue o emprego de assistente, uma espécie de faz-tudo, de Margo. Quando ela consegue finalmente estabelecer um laço de amizade e companheirismo com Margo, mais que depressa ela põe seu plano em prática, tomar o lugar dela nos teatros, para assim se tornar a maior atriz da época, nem que seja roubando seu marido e mentindo para todos.
Margo é um retrato de uma grande atriz, imponente, dona de sua carreira, fala o quer, bebe o que quer, chegando a magoar às vezes as pessoas. Eve é apresentada como uma indefesa jovem, que tem o simples sonho de conhecer sua estrela, aos poucos ela vai se mostrando uma mulher má, rancorosa, mas que nunca deixa de perder a cara de inocente.

Rodeando esse confronto temos Bill Sampson (Gary Merrill), namorado de Margo, Karen Richards (Celeste Holm), sua melhor amiga, Lloyd Richards (Hugh Marlowe), marido de Karen e roteirista das peças de teatro, Addison De Witt (George Sanders), um sórdido jornalista e Max Fabian (Gregory Ratoff), o produtor.
Eve consegue ser a substituta de Margo em uma peça de sucesso, e com a improvável ajuda de Karen (que logo depois se arrepende) atua em seu lugar em uma noite e é um grande sucesso, deixando Margo possessa e aumentando seu nível de histeria. Ao lado de Eve, fica somente Addison, ávido por uma matéria sensacionalista em sua coluna em um jornal e que aos poucos descobre seu real passado e o uso contra ela mesma. O filme começa com a noite de premiação Sarah Siddons de melhor atriz de teatro e por meio de narração em off o filme se desenvolve, culminado com a premiação de Eve como melhor atriz, no final do filme. Porém ela não tem do que festejar, pois acaba sozinha. As personagens são brilhantemente apresentadas ao público e o roteiro sem cair em pieguices e no lugar comum desfia cada característicadas personagens aos poucos, fazendo com que torçamos para uma ou para outra, sendo que não há lugar para a vilã e a boazinha, resta ao público fazer o seu julgamento.
Esse mesmo tema de relacionamento entre ídolo e fã foi brilhantemente homenageado no filme "Tudo sobre minha mão" (inspirado até no título All about Eve) em 2002 pelo espanhol Almodovar, sendo a personagem Huma Rojo (Marisa Paredes) inspirada na Margo Channings, inclusive repetindo algumas de suas falas.

O filme foi um dos mais indicados ao Oscar, juntamente com Titanic e Ben-Hur obteve 14 indicações e foi ganhador de 6 estatuetas. Ganhou ainda dois prêmios em Cannes, o de melhor atriz para Bette Davis e o prêmio do júri para o diretor Joseph L. Mankiewicz. Inclusive é lembrado como uma das primeiras produções em que Marilyn Monroe participou, tendo um pequeno papel.
Uma verdadeira obra-prima.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Zumbilândia (Zombieland, 2009)


Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin.

Num futuro não muito distante, um vírus acidentalmente foi exposto, vírus variante do mal da vaca louca, que acabou dizimando toda a população do planeta e transformando-os em zumbis. Os poucos que sobraram têm que lutar para não serem comidos, literalmente. Até aí essa sinopse é a mesma de infinitos filmes de zumbis. O diferencial: esse é o trash mais engraçado, mais divertido e com mais dinheiro que todos os outros. É até um pecado colocar trash e dinheiro na mesma linha, mas eu não vejo outro objetivo para esse filme. Um ótimo trash.
O filme começa nos apresentando Columbus (Jesse Eisenberg), um nerd, virgem, que sua única "paixão" virou zumbi e tentou comê-lo. Para sobreviver ele criou algumas leis básicas, como: ter cuidado com o banheiro, se alongar antes de possíveis perigos, atirar sempre 2 vezes e etc. Em sua caminhada até Columbus, a cidade, ele conhece Tallahassee (Woody Harrelson, um uma interpretação inspiradíssima, lembrando até o personagem de Assassinos por Natureza), um sujeito que se considera o melhor matador de zumbis do mundo e fanático por doce. Os dois se completam, pois Columbus é a personificação do sujeito previnido, porém frouxo (como o próprio Tallahassee diz) e Tallahassee, destemido, porém maluco.
Os dois acabam conhecendo duas irmãs, Wichita (Emma Stone) e a caçula Little Rock (Abigail Breslin, impressionante como ela cresceu!). Aos poucos eles vão conhecer a verdadeira face das 2 garotas, trambiqueiras, ladras e que fazem de tudo para fugir, nem que seja roubando o carro e armas dos dois três vezes.


Os quatro conseguem se adequar e se entender, e partem em busca de seus destinos, nem que seja a casa do Bill Murray, em uma das cenas mais engraçadas que já ví na vida!
O final do filme se passa em um parque de diversão. As irmãs novamente roubam o carro dos dois e fogem em direção ao parque de diversão, destino inicial das duas. Columbus, por estar apaixonado por Wichita e Tallahassee saem em busca das duas. Nada mais clichê que um parque de diversão macabro, cheio de zumbis, mas é aí que o filme ganha, sendo recheado de clichês e a dismistificação dos mesmos.
Fiquei muito surpreso ao ver o filme, não achava que fosse encontrar algo tão divertido, as cenas de "terror" são ótimas, engraçadas, muito bem feitas e totalmente inspiradas em quadrinhos. É ótima ver que ainda existem diretores novatos que produzem coisas boas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O outro lado da rua (2004)

Direção: Marcos Bernstein
Roteiro: Marcos Bernstein e Melanie Dimantas

Elenco: Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Laura Cardoso, Luiz Carlos Persy



Uma senhora completamente entediada com a sua vida passa o dia vigiando o bairro onde mora, ela é um tipo de vigilante civil e sempre que ve algo que foge à lei não pensa duas vezes em intervir e ligar para a polícia, tanto que ela é conhecida pelos policiais pelo "serviço" prestado a comunidade e usa um codinome, Branca de Neve. Ela passa horas na janela com um binóculos olhando a rua, os vizinhos do prédio da frente, até que um dia ve algo que lhe chama atenção, uma senhora deitada numa cama e um homem preparando uma injeção que ele mesmo aplica na tal mulher, ela fica totalmente desconcertada com o que ve e liga para a polícia que vai até a casa do homem e descobre que a mulher esta morta, então, Regina decide investigar o caso pelas próprias mãos e o que descobre é muito mais que um simples caso de possível homicídio, ela descobre o amor, o que para ela é muito mais assustador que o próprio caso.
O filme nos mostra um romance entre duas pessoas bem mais velhas do que o cinema costuma retratar, mas não romantiza o fato de serem duas pessoas da terceira idade, muito pelo contrário, o casal é cheio de defeitos e contradições como qualquer outro ser humano, principalmente Regina, a personagem da maravilhosa Fernanda Montenegro, que no começo reluta um pouco contra seus sentimentos, mas acaba cedendo ao amor e se deixa levar por esse sentimento que já era tão distante de sua vida!



Há lindas cenas no filme como a da personagem em completa solidão dentro de sua casa e no meio da rua, derrepente uma rua cheia de gente e bastante movimentada como as ruas do bairro de Copacabana, onde o filme se passa, se transforma em um bairro vazio, quase que fantasma, sendo desse modo que Regina via sua vida, vazia, solitária e tudo isso muda a partir do momento em que ela conhece Camargo, interpretado pelo ótimo Raul Cortez, que faleceu no ano de 2006.

Há uma certa semelhança com o clássico "Janela Indiscreta" do Hitchcock, ambos os personagens, Jeff, interpretado pelo James Stewart e Regina interpretada pela Fernanda Montenegro são idosos e por isso a dificuldade das pessoas de acreditar em suas histórias, Jeff por sua vez esta entravado em uma cadeira de rodas por causa de uma perna quebrada e por falta do que fazer vasculha a vida de seus vizinhos do condomínio em que mora, já Regina não tem muitas ocupações em sua vida, apenas pegar o neto na escola e passear com a cachorrinha pela praia, o que faz com que ela passe bastante tempo ociosa, tempo que ela fica averiguando o que acontece na vizinhança com um binóculos.



É um filme intimista, quase silencioso, mas com um estilo diferente do que se costuma ver, há cenas onde apenas escutamos a voz da personagem e outras em que closes apenas captam as suas mãos, daí vem a delicadeza com que a história é retratada. Ainda somos presenteados com uma pequena participação de Laura Cardoso, uma das melhores atrizes do país, ao lado da própria Fernanda Montenegro que ganhou diversos prêmios com este filme, incluindo o Grande Premio Cinema Brasil
de melhor atriz e no Festival de Tribeca também ganhou o prêmio de melhor atriz!
Indico à todos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Moça com Brinco de Pérola (Girl with a Pearl Earring, 2003)


Direção: Peter Webber
Roteiro: Olivia Hetreed, baseado em livro de Tracy Chevalier
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson, Cillian Murphy, Judy Parfitt, Essie Davis, Joanna Scanlan


O filme conta de modo fictício a história de um dos quadros mais famoso do pintor holandês Johannes Vermeer. O quadro, considerado a Monalisa de Vermeer, possui a mesma especulação que o famoso quadro de Da Vinci sobre a modelo que teria posado para o quadro, e é nessa modelo que foca a história do filme.
Griet (Scarlett Johansson), uma jovem holandesa de 17 anos, é obrigada pelos pais à trabalhar como empregada na casa da família do pintor Vermeer (Colin Firth). Aos poucos ela vai conhecendo a família: Maria Thins (Judy Parfitt), a sogra e administradora de todo o dinheiro da família, uma mulher mesquinha e que economiza até no remédio das netas, porém sabe que sem o genro pintor elas passariam fome, então ela faz de tudo para ajuda-lo; Catharina (Essie Davis), mulher de Vermeer, uma mulher insuportável, que trata os empregados como animais, rancorosa, ciumenta e infantil; as filhas do casal, uma mais peste que a outra e o pintor Vermeer, um homem muito talentoso mas que vive sob controle da sogra. Uma das funções de Griet é limpar e organizar o quarto que Vermeer usa para pintar, quarto o qual sua esposa e filhas tem até medo de entrar por ser um local "sagrado" por todos naquela casa. Aos poucos Vermeer começa a criar um laço maior com Griet, não um laço amoroso, ele a vê como uma pupila, tanto que ele ensina ela a misturar as cores que ele usa para pintar e até aceita a sua intromissão no que ele deve pintar, numa cena muito interessante em que ela retira uma cadeira do lugar para que ele retira-se da pintura, pois ela achou que a cadeira não estava bem localizada na pintura.
A sogra sempre promove jantares com o mecenas Van Ruijven (Tom Wilkinson) para discutirem sobre os futuros trabalhos de Vermeer. Em um desses jantares fica claro para todos o interesse de Vermeer em Griet, pois o mecenas agarra Griet na frente de todos e o pintor quase sai em defesa de sua pupila, a partir daí sua esposa começa a desconfiar do relacionamento do seu marido com a empregada. Tudo piora quando ele recebe a próxima encomenda do mecenas: um retrato da jovem Griet, tal trabalho tem que ser realizado escondido pois Catharina não pode saber que seu marido está fazendo um quadro da empregada, sendo que ele nunca fez um quadro sequer dela, de sua esposa.


Em meio às crise da família, Griet conhece o filho do acogueiro da feira, Pieter (Cillian Murphy), um rapaz decente e apaixonado por ela, aos poucos eles começam a namorar e ele faz de tudo para que ela abandone o emprego na casa da família que a trata muito mal (tirando Vermeer) para que eles se casem.
A história do brinco de pérola: Vermeer acaba de pintar o quadro de Griet como modelo, porém ele acha que está faltando alguma coisa, logo ele percebe que o toque final do quadro seria se Griet estivesse com um brinco, coisa que ela vai contra pois não tem a orelha furada e muito menos um brinco para colocar. Resultado, a própria sogra, sabendo da necessidade do dinheiro da venda do quadro, pega o brinco da filha, escondido, e entrega à Griet para que ela pose com o brinco para Vermeer. Quando Catharina descobre, graças à uma das suas filha fofoqueiras, ela se enfurece, quase destrõe o quadro e manda Griet para rua.
Agora ela terá tempo para Pieter.
O filme tem uma fotografia impressionante de tão bela, um simples passeio de Griet e Pieter à beira do rio é um deslumbre para os olhos. O ponto alto do filme é a trama do brinco de pérola, a cena dele furando a orelha dela e a fúria de Catharina quando vê o quadro valem o filme inteiro. É lindo também a comparação imposta pelo diretor do quadro pintado tendo a Scarlett como modelo e a cena final do filme com o quadro original do Vermeer.
O filme teve 3 indicações ao Oscar, 2 indicações ao Globo de Ouro e incríveis 10 indicações ao Bafta.