segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Zumbilândia (Zombieland, 2009)


Direção: Ruben Fleischer
Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco: Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin.

Num futuro não muito distante, um vírus acidentalmente foi exposto, vírus variante do mal da vaca louca, que acabou dizimando toda a população do planeta e transformando-os em zumbis. Os poucos que sobraram têm que lutar para não serem comidos, literalmente. Até aí essa sinopse é a mesma de infinitos filmes de zumbis. O diferencial: esse é o trash mais engraçado, mais divertido e com mais dinheiro que todos os outros. É até um pecado colocar trash e dinheiro na mesma linha, mas eu não vejo outro objetivo para esse filme. Um ótimo trash.
O filme começa nos apresentando Columbus (Jesse Eisenberg), um nerd, virgem, que sua única "paixão" virou zumbi e tentou comê-lo. Para sobreviver ele criou algumas leis básicas, como: ter cuidado com o banheiro, se alongar antes de possíveis perigos, atirar sempre 2 vezes e etc. Em sua caminhada até Columbus, a cidade, ele conhece Tallahassee (Woody Harrelson, um uma interpretação inspiradíssima, lembrando até o personagem de Assassinos por Natureza), um sujeito que se considera o melhor matador de zumbis do mundo e fanático por doce. Os dois se completam, pois Columbus é a personificação do sujeito previnido, porém frouxo (como o próprio Tallahassee diz) e Tallahassee, destemido, porém maluco.
Os dois acabam conhecendo duas irmãs, Wichita (Emma Stone) e a caçula Little Rock (Abigail Breslin, impressionante como ela cresceu!). Aos poucos eles vão conhecer a verdadeira face das 2 garotas, trambiqueiras, ladras e que fazem de tudo para fugir, nem que seja roubando o carro e armas dos dois três vezes.


Os quatro conseguem se adequar e se entender, e partem em busca de seus destinos, nem que seja a casa do Bill Murray, em uma das cenas mais engraçadas que já ví na vida!
O final do filme se passa em um parque de diversão. As irmãs novamente roubam o carro dos dois e fogem em direção ao parque de diversão, destino inicial das duas. Columbus, por estar apaixonado por Wichita e Tallahassee saem em busca das duas. Nada mais clichê que um parque de diversão macabro, cheio de zumbis, mas é aí que o filme ganha, sendo recheado de clichês e a dismistificação dos mesmos.
Fiquei muito surpreso ao ver o filme, não achava que fosse encontrar algo tão divertido, as cenas de "terror" são ótimas, engraçadas, muito bem feitas e totalmente inspiradas em quadrinhos. É ótima ver que ainda existem diretores novatos que produzem coisas boas.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O outro lado da rua (2004)

Direção: Marcos Bernstein
Roteiro: Marcos Bernstein e Melanie Dimantas

Elenco: Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Laura Cardoso, Luiz Carlos Persy



Uma senhora completamente entediada com a sua vida passa o dia vigiando o bairro onde mora, ela é um tipo de vigilante civil e sempre que ve algo que foge à lei não pensa duas vezes em intervir e ligar para a polícia, tanto que ela é conhecida pelos policiais pelo "serviço" prestado a comunidade e usa um codinome, Branca de Neve. Ela passa horas na janela com um binóculos olhando a rua, os vizinhos do prédio da frente, até que um dia ve algo que lhe chama atenção, uma senhora deitada numa cama e um homem preparando uma injeção que ele mesmo aplica na tal mulher, ela fica totalmente desconcertada com o que ve e liga para a polícia que vai até a casa do homem e descobre que a mulher esta morta, então, Regina decide investigar o caso pelas próprias mãos e o que descobre é muito mais que um simples caso de possível homicídio, ela descobre o amor, o que para ela é muito mais assustador que o próprio caso.
O filme nos mostra um romance entre duas pessoas bem mais velhas do que o cinema costuma retratar, mas não romantiza o fato de serem duas pessoas da terceira idade, muito pelo contrário, o casal é cheio de defeitos e contradições como qualquer outro ser humano, principalmente Regina, a personagem da maravilhosa Fernanda Montenegro, que no começo reluta um pouco contra seus sentimentos, mas acaba cedendo ao amor e se deixa levar por esse sentimento que já era tão distante de sua vida!



Há lindas cenas no filme como a da personagem em completa solidão dentro de sua casa e no meio da rua, derrepente uma rua cheia de gente e bastante movimentada como as ruas do bairro de Copacabana, onde o filme se passa, se transforma em um bairro vazio, quase que fantasma, sendo desse modo que Regina via sua vida, vazia, solitária e tudo isso muda a partir do momento em que ela conhece Camargo, interpretado pelo ótimo Raul Cortez, que faleceu no ano de 2006.

Há uma certa semelhança com o clássico "Janela Indiscreta" do Hitchcock, ambos os personagens, Jeff, interpretado pelo James Stewart e Regina interpretada pela Fernanda Montenegro são idosos e por isso a dificuldade das pessoas de acreditar em suas histórias, Jeff por sua vez esta entravado em uma cadeira de rodas por causa de uma perna quebrada e por falta do que fazer vasculha a vida de seus vizinhos do condomínio em que mora, já Regina não tem muitas ocupações em sua vida, apenas pegar o neto na escola e passear com a cachorrinha pela praia, o que faz com que ela passe bastante tempo ociosa, tempo que ela fica averiguando o que acontece na vizinhança com um binóculos.



É um filme intimista, quase silencioso, mas com um estilo diferente do que se costuma ver, há cenas onde apenas escutamos a voz da personagem e outras em que closes apenas captam as suas mãos, daí vem a delicadeza com que a história é retratada. Ainda somos presenteados com uma pequena participação de Laura Cardoso, uma das melhores atrizes do país, ao lado da própria Fernanda Montenegro que ganhou diversos prêmios com este filme, incluindo o Grande Premio Cinema Brasil
de melhor atriz e no Festival de Tribeca também ganhou o prêmio de melhor atriz!
Indico à todos!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Moça com Brinco de Pérola (Girl with a Pearl Earring, 2003)


Direção: Peter Webber
Roteiro: Olivia Hetreed, baseado em livro de Tracy Chevalier
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson, Cillian Murphy, Judy Parfitt, Essie Davis, Joanna Scanlan


O filme conta de modo fictício a história de um dos quadros mais famoso do pintor holandês Johannes Vermeer. O quadro, considerado a Monalisa de Vermeer, possui a mesma especulação que o famoso quadro de Da Vinci sobre a modelo que teria posado para o quadro, e é nessa modelo que foca a história do filme.
Griet (Scarlett Johansson), uma jovem holandesa de 17 anos, é obrigada pelos pais à trabalhar como empregada na casa da família do pintor Vermeer (Colin Firth). Aos poucos ela vai conhecendo a família: Maria Thins (Judy Parfitt), a sogra e administradora de todo o dinheiro da família, uma mulher mesquinha e que economiza até no remédio das netas, porém sabe que sem o genro pintor elas passariam fome, então ela faz de tudo para ajuda-lo; Catharina (Essie Davis), mulher de Vermeer, uma mulher insuportável, que trata os empregados como animais, rancorosa, ciumenta e infantil; as filhas do casal, uma mais peste que a outra e o pintor Vermeer, um homem muito talentoso mas que vive sob controle da sogra. Uma das funções de Griet é limpar e organizar o quarto que Vermeer usa para pintar, quarto o qual sua esposa e filhas tem até medo de entrar por ser um local "sagrado" por todos naquela casa. Aos poucos Vermeer começa a criar um laço maior com Griet, não um laço amoroso, ele a vê como uma pupila, tanto que ele ensina ela a misturar as cores que ele usa para pintar e até aceita a sua intromissão no que ele deve pintar, numa cena muito interessante em que ela retira uma cadeira do lugar para que ele retira-se da pintura, pois ela achou que a cadeira não estava bem localizada na pintura.
A sogra sempre promove jantares com o mecenas Van Ruijven (Tom Wilkinson) para discutirem sobre os futuros trabalhos de Vermeer. Em um desses jantares fica claro para todos o interesse de Vermeer em Griet, pois o mecenas agarra Griet na frente de todos e o pintor quase sai em defesa de sua pupila, a partir daí sua esposa começa a desconfiar do relacionamento do seu marido com a empregada. Tudo piora quando ele recebe a próxima encomenda do mecenas: um retrato da jovem Griet, tal trabalho tem que ser realizado escondido pois Catharina não pode saber que seu marido está fazendo um quadro da empregada, sendo que ele nunca fez um quadro sequer dela, de sua esposa.


Em meio às crise da família, Griet conhece o filho do acogueiro da feira, Pieter (Cillian Murphy), um rapaz decente e apaixonado por ela, aos poucos eles começam a namorar e ele faz de tudo para que ela abandone o emprego na casa da família que a trata muito mal (tirando Vermeer) para que eles se casem.
A história do brinco de pérola: Vermeer acaba de pintar o quadro de Griet como modelo, porém ele acha que está faltando alguma coisa, logo ele percebe que o toque final do quadro seria se Griet estivesse com um brinco, coisa que ela vai contra pois não tem a orelha furada e muito menos um brinco para colocar. Resultado, a própria sogra, sabendo da necessidade do dinheiro da venda do quadro, pega o brinco da filha, escondido, e entrega à Griet para que ela pose com o brinco para Vermeer. Quando Catharina descobre, graças à uma das suas filha fofoqueiras, ela se enfurece, quase destrõe o quadro e manda Griet para rua.
Agora ela terá tempo para Pieter.
O filme tem uma fotografia impressionante de tão bela, um simples passeio de Griet e Pieter à beira do rio é um deslumbre para os olhos. O ponto alto do filme é a trama do brinco de pérola, a cena dele furando a orelha dela e a fúria de Catharina quando vê o quadro valem o filme inteiro. É lindo também a comparação imposta pelo diretor do quadro pintado tendo a Scarlett como modelo e a cena final do filme com o quadro original do Vermeer.
O filme teve 3 indicações ao Oscar, 2 indicações ao Globo de Ouro e incríveis 10 indicações ao Bafta.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Angel-A (Angel-A, 2005)

Diretor: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Elenco: Jamel Debbouze, Rie Rasmussen, Gilbert Melki Serge Riaboukine, Venus Boone


André, um cara baixinho, feio e totalmente sem sorte na vida, só se mete em furada pegando dinheiro com grandes chefões da máfia francesa e depois não tendo como pagar, por não achar uma solução para sua vida e nem como arranjar dinheiro para pagar aos caras ele decide pôr fim à sua vida, vai em uma ponte e lá decide que esse é o seu destino, mas algo lhe chama a atenção, uma loira, que também esta querendo pular da ponte. Ele decide então fazer com que ela mude de idéia, mas ela acaba se jogando e ele por instinto se joga no rio também para salva-lá, começa aí o fato que vai mudar a sua vida para sempre! Por agradecimento por ter salvo a sua vida, Angela, a loira salva, retribui o fato dando a sua vida nas mãos de André, daqui pra frente ele será o responsável por todos os atos dela, sendo digamos seu "chefe". Angela por outro lado se mostra uma mulher com uma força descomunal, o que faz com que André tire algumas vantagens desse dom da moça, indo a todos os caras ao qual ele devia grana e conseguindo ainda mais, tudo na força bruta da moça! Ela é uma máquina de conseguir grana, fato que deixa o pobre André desconfiado, até que ela revela à ele ser um anjo! No começo ele não acredita muito não, mas aos poucos ele vai acreditando nela e se apaixonando ainda mais. Angela tinha um grande plano para modificar a vida de André, ela foi enviada à terra justamente para ajuda-lo a encarar a vida com dignidade e verdade, mas mal sabia que o destino estava reservando algo muito maior à ela: um amor real e uma vida mortal!


Luc Besson sempre conseguiu contar histórias fantásticas, seja na ótima ficção "O quinto elemento", ou na sua adaptação da vida de Joana D'Arc em "Joana D'Arc de Luc Besson", nesse não poderia ser diferente, o toque fantástico aliado ao drama do personagem torna o filme uma deliciosa experiência, é impossível não se tocar pela tristeza de André, um cara "perdedor" como dizem, só mesmo um anjo de verdade para ajudá-lo e esse anjo toma forma no corpo de uma linda mulher, loira, alta, mais ou menos uns 1,80 m e sem pudor algum, um misto de uma ingenuidade indecente!
Uma grande história, com um pouco de lição de moral, mas com um certo charme, ainda mais com o belo visual de Paris ao fundo e uma fotografia em preto e branco!
Um ótimo filme premiado pela Sundance Film Festival em 2007.

domingo, 25 de julho de 2010

Predadores (Predators, 2010)

Diretor: Nimród Antal
Roteiro: Michael Finch, Alex Litvak, Jim Thomas (personagem) e John Thomas (personagem)
Elenco: Adrian Brody, Laurence Fishburne, Topher Grace, Alice Braga, Danny Trejo


Remakes em sua maioria não são filmes que podem ser considerados boas produções e quando um é
anunciado por Hollywood já da pra sentir aquele frio na espinha e um medo de destruirem aquele filme que a gente tanto gosta! O que falar de reivenção então? O que que dizer isso? Será que o original não era bom o suficiente e as mentes brilhantes de hoje em dia precisam melhora-la? Ou é apenas um meio de explorar algo que já é consolidado e por consequencia já tem um público definido, logo, talvez teria um boa bilheteria? Bom, isso tudo são questões que sempre rendem horas e horas de "senta que lá vem história" a lá Castelo Rá tim bum e ninguém nunca chega a um concenso!
Pois então, o filme de hoje não se trata nem de um remake e nem de uma reivenção, é apenas um exemplar de uma história que já não era das melhores! Quando esse filme foi anunciado muita gente deve ter gritado de felicidade, afinal, tratava-se de uma produção do Robert Rodriguez, fiel parceiro do Tarantino e no seu elenco tinha nomes como Adrian Brody, Laurence Fishburne, Alice Braga e como não podia faltar, Danny Trejo figurinha facil de se encontrar nos filmes do Rodriguez e do Tarantino, além do personagem ter participado de dois filmes deprimentes da série Aliens Vs. Predador!
A história é o seguinte, pessoas desconhecidas e sem ligação aparente começam a cair de para quedas, literalmente, em um local totalmente isolado, de começo eles tentam compreender o que está acontecendo e onde estão. Aos poucos os personagens vão sendo apresentados e suas características vão sendo reveladas, há o "bobo" do grupo que é um dos criminosos mais procurados pelo FBI, o cara durão e com instinto de líder, papel do Adrian Brody em uma das interpretações mais canalhas em séculos, Schwarzenegger deve ter se sentido representado, a moça sensata e forte, papel da brasileiríssima Alice Braga, entre outros que estão lá apenas para deixar o filme mais interessante com algumas mortes (em vão)! Tentando descobrir onde estão eles percebem que cairam em um outro planeta e que uma raça alieníguena estão à caça deles! Tudo isso óbvio quem vai concluindo é o personagegem super esperto do Adrian Brody, que deve ter malhado bastante pra fazer o papel do "fortão" no filme, apesar dele não ser tão forte assim...


Um a um vão sendo dizimados pelos Predadores, fazendo com que a história se limite a um jogo de gato e rato sem emoção alguma, os Predadores no lugar dos caçadores e os humanos no papel de presa, há ainda uma disputa entre duas raças diferentes de Predadores, uma tentando ser superior à outra, eu não lembro muito bem dos dois primeiros filmes, mas acho que tinha algo relacionado a isso, de um predador de uma raça diferente ajudar os humanos a deter outros de outra raça, se voces lembram me falam. Um dos poucos pontos altos do filme é o fato do ser humano se adaptar a qualquer situação no instinto de sobrevivencia, o que em algumas cenas se torna totalmente forçado, como o japonês da Máfia Yakuza, que esta no grupo, encontrar uma espada de seus antepassados samurais e enfrentar um Predador à espadada, cena no mínimo constrangedora! E por aí vai, as cenas de ação são péssimas, o que conta muito em um filme do genero, há até uma ligação com o primeiro filme, mas nada muito aprofundado e uma reviravolta tosca no final com um dos personagens! No saldo final quem sai perdendo mesmo é quem foi ao cinema, pagou caro e assistiu a um filme totalmente desnecessário!


Espero que a dupla Rodriguez-Tarantino se esforcem mais quando forem produzir/apresentar algum longa, Tarantino deu uma fora ao fazer o mesmo com "O Albegue" do Eli Roth, um filme que considero horrível. Mas to na espera de "Machete" do próprio Rodriguez, acho que por ser direção dele, ele deve acertar, já que gosto bastante de seus filmes, até mesmo "Pequenos Espiões" eu gosto, são boas aventuras para um público mais jovem, sem contar "Um drink no Inferno" que acho ótimo, mas isso fica para um outro post!
Fica então o registro de um filme que não chega a ser tão ruim, mas está muito longe de ser bom!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lunar (Moon, 2009)


Diretor: Duncan Jones
Roteiro: Nathan Parker, baseado em história de Duncan Jones
Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey, Dominique McElligott, Adrienne Shaw, Kaya Scodelario

De vez em quando aparece um diretor que na sua estréia em longa-metragem mostra a que veio, como exemplo: Richard Kelly com Donnie Darko, Neill Blomkamp com Distrito 9 e agora Duncan Jones com Lunar. Se ele irá decepcionar em seus projetos futuros (vide Richard Kelly e seu Southland Tales) não se sabe, mas que ele fez um ótimo filme é verdade.
Sam Bell (Sam Rockwell) é um astronauta que está morando na Lua há quase três anos em uma base da Lunar Industries, empresa responsável pela maior fonte de energia no futuro da Terra. Sua função é coletar e enviar para a Terra o produto minerado na Lua em cápsulas, que vêm para nosso planeta em um pequeno jato. Seu contrato é de três anos e já está perto do fim, ele está ansioso pois deixou esposa e uma filha pequena na Terra, que mandam regularmente mensagens gravadas via satélite, ele está impossibiltado de se comunicar diretamente com as pessoas pois a antena que capta os vídeos ao vivo está quebrada.
O filme mostra seu dia a dia sozinho, somente com a companhia do robô Gerty (voz de Kevin Spacey), uma espécie de babá faz tudo, desde controlar sua alimentação até cortar seu cabelo.
Porém, como dizem, cabeça vazia é moradia para o capeta, ele começa a ficar alucinado e ter visões, uma dessas visões, uma pessoa em pleno solo lunar em quando ele faz a vistoria de um dos coletores do produto que é mandado para a Terra, o deixa muito atordoado e faz ele sofrer um acidente.


Logo em seguida ele acorda na enfermaria da base e ao sair da maca ele se depara com algo que irá mudar completamente o filme, ele se depara com ele mesmo, um clone. À partir daí é que o filme ganha mais e mais fôlego, pois eles descobrem que fazem parte de um projeto de clones que de três em três anos é substituído por um novo, sem assim nunca voltar para a Terra.
A história é surpreendente, o roteiro é genial e aos poucos as coisas vão se encaixando como em um quebra-cabeças. Acho que estamos diante de um futuro clássico.
Para os desavisados, não se trata de uma ficção científica estilo Michael Bay, não temos cenas de ação, muito pelo contrário. O filme é todo centrado no dia a dia monótono de um astronauta e depois no suspense quase filosófico dos clones.
O filme ganhou o prêmio de revelação no Bafta de 2009 e alguns outros prêmios em várias premiações mundo afora. E uma pequena observação: Duncan Jones é filho de David Bowie.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Lupin III, O Castelo de Cagliostro (Rupan Sansei: Kariosutoro no Shiro, 1979)


Diretor: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki, Haruya Yamazaki
Vozes: Yamada Yasuo, Ishida Taro, Masuyama Eiko, Shimamoto Sumi


Confesso que não sou muito fã de animes, acho que pela simples falta de costume de assitir, pois é muito mais fácil se achar desenhos ocidentais que orientais, é uma pena, pois a cada anime que assisto, vejo que são filmes riquíssimos e muito interessantes. Então contrariando tudo e todos pretendo assistir, pelo menos, os filmes do mestre Hayao Miyazaki, por favor, quem conhecer outros diretores e animes deixem aqui no comentário, para que eu possa cada vez mais conhecer esses filmes!

Vamos à história: o filme conta mais um caso do ladrão Lupin III, um famoso ladrão que muito me arremeteu a Robin Hood e James Bond. Ele e seu fiel amigo, Jigen, descobrem que todo o dinheiro que acabam de roubar de um cassino é falso, então resolvem partir em busca do falsificador do dinheiro e acabam descobrindo mais que uma simples falsificação de notas. Eles descobrem que o dinheiro vem de um distante e pequeno país, Cagliostro. No caminho, eles encontram uma noiva em fuga, sendo seguida por capangas de alguém muito poderoso, Lupin Prontamente vai em proteção à indefesa noiva em fuga, Clarice. Ela acaba sendo pega pelos caras e levada para o castelo e trancada na torre, onde somente o duque, seu noivo e de quem ela estava fugindo, pode entrar.
Ela não quer casar com o duque pois ele pretende unir a linhagem das duas famílias e se tornar um homem muito poderoso, pois Clarice tem em sua posse o anel "mágico" que muito interessa ao conde. Lupin acaba deixando em segundo plano todo o esquema do dinheiro falso e tenta de qualquer jeito libertar e ajudar Clarice e para isso ele usa todos seus artifícios e disfarces, sendo ele dono de uma habilidade única de se safar de enrascadas.

Lupin tem em seu calcanhar Zenigata, o inspetor da Interpol, que está doido para prendê-lo desde muito tempo, acaba que os dois se unem para enfrentar o conde, que não só falsifica dinheiro do Japão como é o maior falsificador do mundo, tendo no subsolo do castelo várias máquinas e milhares de notas falsificadas (que logo logo Lupin vai dar um fim nelas). Outra pessoa que se une à Lupin é Fujiko, uma bela ladra, conhecida de Lupin desde outros roubos, uma mulher camaleônica que ostenta sempre armas para efetivar seus objetivos.
Talvez o único ponto negativo do filme seja que Lupin sempre se dá bem, às vezes força uma barra, mas não é nada que estrague o filme, acaba lembrando um pouco Indiana Jones. Já os pontos positivos são vários, a cena da estrada quando eles ajudam Clarice que está fugindo dos capangas do conde é considerada clássica e uma das melhores cenas do filme. O personagem de Lupin é interessante, pois ele é muito esperto e perspicaz, está sempre com um novo disfarce para se livrar de todas as armações que ele entra.
Quanto ao diretor não tem nem muito o que se falar, é simplesmente um dos melhores e mais famosos de todo o mundo em relação a animação japonesa. É o criador de mundo fantásticos como A viagem de Chihiro, Princesa Mononoke, O castelo animado e do mais novo Ponyo - uma amizade que veio do mar. Princesa Mononoke foi durante muitos anos o filme de maior bilheteria do Japão, perdendo somente o título com a estréia de Titanic. Em 2003 ganhou o Oscar de Animação e o Urso de Ouro do Festival de Berlim por Viagem de Chihiro (impressionantemente fantástico) e em 2005 recebeu outra indicação ao Oscar de Animação pelo Castelo Animado, mais um sucesso de bilheteria de sua carreira.

Não deixem de conferir!